A metabolização do álcool acontece com a ajuda de algumas enzimas. Em uma das etapas, o álcool é transformado em uma substância tóxica (acetaldeído), que, a seguir, é transformada novamente em outra substância menos prejudicial (acetato).

Uma proporção maior de orientais, comparada às outras etnias, não possui uma enzima responsável pela transformação do acetaldeído em acetato. Por isso, ao ingerir bebidas alcoólicas, essas pessoas podem ter sintomas desagradáveis como dores de cabeça, náusea, ruborização e taquicardia.

A metabolização do álcool nas mulheres ocorre mais lentamente do que nos homens, porque o álcool tem dificuldade de penetrar na gordura. A concentração de gordura no sangue e nos tecidos das mulheres é maior do que nos homens. As mulheres também podem ter níveis mais baixos de álcool desidrogenase (enzima responsável pela metabolização do álcool) no estômago do que os homens, por isso, menos álcool é metabolizado antes da sua absorção. Desta forma, a mesma quantidade de álcool tem efeitos diferentes em mulheres e homens, mesmo se considerarmos pessoas da mesma altura e peso. Por isso, se comparadas aos homens, as mulheres tendem a ter mais complicações decorrentes do consumo de álcool.